Cuba VIII – Havana

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O imponente Capitólio de Havana, um dos maiores edifícios do gênero no mundo e inspirado no capitólio americano, herança dos tempos em que Cuba e EUA andavam de mãos dadas…

Faz mais de 2 anos que iniciei as postagens sobre Cuba neste blog e até hoje estava faltando a postagem sobre Havana para fechar a série. Confesso que deu uma certa preguiça de repetir informações, já que existe muita informação sobre a cidade na internet. Então vou tentar falar um pouco das minhas impressões pessoais e não me ater muito aos detalhes dos pontos turísticos, os quais podem ser encontrados facilmente internet afora.

Eu tenho uma preferência por cidades pequenas e natureza, mas Havana é uma cidade muitíssimo interessante e ainda está um pouco longe de ter cara de cidade grande devido ao atraso em que Cuba mergulhou após a revolução. Na verdade gostei tanto de Havana que pretendo retornar quando puder.

Primeira dica para aproveitar ao máximo sua estadia em Havana: não seja o típico “turistão” que compra um pacote de viagem e vai sabendo o mínimo sobre o seu destino! Se não conhece muita coisa sobre Havana e a história de Cuba pesquise e leia antes, para não apenas ver, mas sim entender a cidade!

Quando se entende o contexto da Revolução Cubana, os motivos que levaram a ela e como era Havana antes desse divisor de águas na sua história, garanto que o passeio pela cidade se torna muito mais interessante.

Havana foi uma capital bem moderna no final dos anos 40 e década de 50, tendo coisas que somente grandes capitais europeias tinham e até mesmo foi pioneira em outros aspectos. Isso porque havia muito dinheiro correndo por lá, vindo principalmente dos americanos endinheirados que aproveitavam a proximidade com a Flórida para passar as férias ou mesmo apenas um final de semana em Cuba. Sim, muito desse dinheiro veio da máfia, prostituição, corrupção, lavagem de dinheiro e de outras coisas ilegais, e esse foi o estopim que levou à revolução. Sem contar que a capital ia bem, mas o resto do país se encontrava numa situação bem crítica nesse período. Mas não são essas questões que interessam discutir aqui, e sim o fato de que Havana foi uma grande cidade e ficou congelada no tempo a partir de 1959.

Então sugiro ao leitor interessado em conhecer Havana, antes de mais nada, entender como foi a fase do governo de Fulgêncio Batista e como tudo culminou com a revolução, além de buscar algumas fotos da Havana pré-revolução. E, claro, uma pesquisada sobre o passado colonial de Cuba também é interessante.

Veja por exemplo estes slides de Havana em 1955, quatro anos antes da revolução, pra entender o que quero dizer:

https://www.grayflannelsuit.net/blog/vintage-slides-depicting-life-cuba-1955

Talvez seja por isso que gostei tanto de Havana. Mesmo sendo uma cidade bastante degradada, com muita pobreza, baixa infra-estrutura e uma infinidade de problemas a serem resolvidos, tem um passado interessantíssimo e andar por lá ainda parece uma viagem ao passado.

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A estação de trens de Havana e um velho Dodge dos anos 50. Quase dá pra dizer que essa foto foi tirada no século passado

Havana é uma cidade para ser vista com outros olhos, não da mesma forma que se explora uma grande cidade europeia ou americana por exemplo. Afinal ela é única devido à situação em que Cuba mergulhou durante a longa fase comunista. Não daria nem para comparar com cidades dos países comunistas do Leste Europeu, por exemplo, já que Cuba é um país caribenho, quente e colorido, muito diferente daqueles.

Então, meus queridos e queridas, como eu disse, não vou me estender falando sobre Havana. Toda a informação necessária sobre os pontos turísticos da cidade é facilmente encontrada na internet. Só vou deixar algumas fotos e uma dica de hospedagem. Um complemento sobre Havana é o primeiro post do blog: https://penaestradacabecanalua.wordpress.com/2016/02/24/cuba-i-cuba-realmente-parou-no-tempo/

E fica minha conclusão: independente de opiniões políticas vale muito a pena conhecer Havana! É o tipo do lugar onde é preciso ir pra entender. Muito se fala de Cuba, mas sem mergulhar na sua realidade por alguns dias e vivenciar o dia a dia do cubano, não tem como realmente entender o país e sua realidade.

Carros dos anos 50 passando pelo Malecón (a longa avenida que margeia o oceano) de Havana. Ao fundo o belo e cheio de história Hotel Nacional.
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Nos fundos do Hotel Nacional. Mesmo que não vá se hospedar aí, vale a pena fazer uma visita (gratuita) e tomar algo no hall do hotel, bem como conhecer alguns espaços que foram palco de reuniões da máfia americana ou frequentados por figuras famosas…
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O Castillo del Morro é um local imperdível em Havana. É possível chegar por terra ou fazer a travessia de barco para visitá-lo, e de lá se tem uma vista fantástica de Havana.
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Uma boa dica é ir no final da tarde ao Castillo del Morro e assistir o pôr do sol
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Um pouco do centro antigo de Havana visto do Castillo del Morro
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Perto do Teatro Nacional é possível contratar um tour pela cidade num carro dos anos 50. Não é muito barato, mas também é possivel fazer um tour maior com os ônibus turísticos e negociar um passeio mais curto de carro. Mas não deixe de fazer, tem tudo a ver com a “vibe” de Havana
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As marcas do regime comunista continuam por todas as partes, como nos prédios do governo…
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Havana tem belíssimos e imponentes prédios restaurados…
A Plaza de Armas, por exemplo, é um local onde todos os prédios ao seu redor foram restaurados…
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…porém tem também muitas coisas caindo aos pedaços
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Fora dos pontos turísticos a realidade das ruas de Havana, especialmente em “Habana Vieja”, é essa. Velhos casarões quase se desmanchando e muita pobreza. Acho que essa foto ilustra o que eu disse sobre a cidade já ter sido moderna e imponente e depois ter mergulhado num ciclo de decadência…

Onde ficar

Em Cuba praticamente só existem duas opções de hospedagem para estrangeiros: os hotéis e resorts caríssimos ou as “casas de família”. Não existem hotéis de categoria intermediária nem albergues ou hostels. As casas de família são casas grandes que os cubanos são autorizados pelo governo a alugar quartos para hóspedes. São uma opção bem em conta (média de 100 a 150 reais a diária) e oferecem bastante conforto, muitas vezes contando com ar condicionado, TV de LED, etc, coisas pouco comuns na vida dos cubanos. Além do mais são uma ótima opção para interagir com os moradores locais. Eu não trocaria a estadia numa casa de família por uma em hotel ou resort de jeito nenhum.

Caso se interesse, em Havana eu recomendo a casa (um apartamento na verdade) dos casal Jose e Elvira. São um casal de idosos extremamente cordiais e simpáticos. Pessoas que com certeza ficarão sempre nas minhas lembranças de viagem. Mas atenção: se você pretende ir para Havana passar a noite em baladas, chegar tarde da noite, etc, melhor escolher outro lugar em respeito à idade deles. O apartamento fica muito bem localizado em Habana Vieja e próximo a várias atrações.

http://elvirarenthavana.wixsite.com/oldhavana

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A surreal Meteora

Existem lugares que de tão fantásticos nem parecem ser deste planeta e ficam para sempre na lembrança de quem por lá passou.

Assim é Meteora, um impressionante complexo de mosteiros do Cristianismo Oriental localizado na cidade grega de Kalabáka (ou Kalambaka, como também é referida em português).

Olha a altura disso…

Um dos vários mosteiros…

Mas não são simples mosteiros, são construções bem antigas feitas no alto de rochedos num local com um relevo de tirar o fôlego.

Doido não?

A primeira pergunta que vem a mente é “por que foram construir mosteiros em um lugar desses?”. A resposta: os monges eremitas foram perseguidos durante a ocupação otomana na Grécia e encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora um refúgio seguro.

Foram construídos mais de vinte mosteiros, mas hoje em dia existem apenas seis (cinco masculinos e um feminino): Megálos Metéoros (Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração), VarlaamÁgios Stéphanos (Santo Estevão), Ágia Tríada (Santíssima Trindade). São Nicolau Anapausas e Roussanou. Os demais desapareceram ou são ruínas.

O acesso aos mosteiros era feito por guindastes manuais e apenas em 1920 foram construídas escadas de acesso. Ou seja: os monges raramente desciam dos rochedos, sendo que os suprimentos eram colocados em cestos e içados para cima através de cordas. Quando desciam era pelo mesmo processo.

Até hoje os monges utilizam cestos com cordas para levar as compras para o alto ou bondinhos com cabos de aço para entrar e sair. É bem mais fácil que subir as longas escadarias…

Em 1988 Meteora se tornou Patrimônio Mundial da Unesco.

Tem mosteiros de vários tamanhos. Esse é um dos maiores

Como conhecer os mosteiros

O complexo de meteora fica junto à Kalabáka e à vizinha cidade de Kastraki e é cortado por uma estradinha asfaltada com cerca de 10Km que liga os mosteiros e as duas cidades.

Existem três opções: a pé, de ônibus ou de táxi. A mais prática é o ônibus que circula pela estrada dos mosteiros, mas como eu fui no inverno (janeiro) havia poucos turistas na cidade e o ônibus não estava circulando. O táxi ficaria bem caro, já que teria que ser usado por algumas horas. Restou então a opção de ir a pé pela trilha que começa na cidade e sobe até a estradinha dos mosteiros.

É uma boa caminhada, andei cerca de 10Km! E esse dia estava bem frio e eu gripado… Mas mesmo assim valeu a pena, apesar da canseira pude ver tudo de uma forma que não veria de ônibus ou táxi.

Este mapinha fornecido por lá é a melhor forma de ilustrar isso:

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O trajeto que fiz a pé foi seguindo a trilha (traçado verde) desde Kalabáka até encontrar a estrada (traçado vermelho) e seguindo por ela para a esquerda até sair em Kastraki e de lá retornar a Kalabáka (cerca de 10Km)

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Subindo a trilha e deixando Kalabáka para trás

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Parte da trilha é calçada. É uma boa subida, mas não chega a ser difícil.

Kalabáka vista de um dos mosteiros no alto da rocha

É bem altinho…

A menos que isso tenha mudado recentemente, Kalabáka não tinha nenhuma locadora de carros, o que seria outra opção para fazer o trajeto dos mosteiros.

A entrada nos mosteiros é paga e não cheguei a ir nos seis. Fui em três, pois nem todos ficam abertos para visitação nos mesmos dias e considerei que foi o suficiente pelo tempo que eu tinha e pelo fato de estar andando tanto a pé.

Em alguns mosteiros as escadarias de acesso passam por dentro da rocha

Uma coisa interessante: as mulheres que estiverem com roupas muito justas, saias ou bermudas precisam colocar uma bata ou canga quando entram nos mosteiros, a qual é emprestada na entrada.

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Dentro dos mosteiros apenas algumas áreas podem ser visitadas, pois os monges vivem lá normalmente

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Pátio de outro mosteiro

Nessa estradinha eu andei como um camelo… Até tentei uma carona na volta, mas os gregos não devem ter ido com a minha cara e ninguém parou

Como chegar:

Ir a Meteora é muito fácil, pois existem trens diretos desde Atenas até a cidade de Kalabáca. O preço varia entre 15 e 20 euros por trajeto e o tempo de viagem é de pouco mais de 4 horas e meia. O trem sai cedo da estação de Larissis (Atenas) e retorna de Kalabáca às 17:36 horas.

Inclusive tem algumas paisagens bem bonitas pelo caminho.

Apesar da ferrovia na Grécia ter sido abalada pela crise que o país enfrenta nos últimos anos, os trens nesse percurso são bons, rápidos e confortáveis. Tem ar condicionado, boas poltronas e um vagão lanchonete. Tinha sim uma coisinha ou outra estragada, mas no geral foi possível fazer uma boa viagem.

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O trem de Atenas a Kalabáka é confortável e estava meio vazio quando fui. Muitas pessoas desceram em cidades pelo caminho

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Chegando na pequena estação de Kalabáka

Onde ficar:

Eu optei por uma pousada simples, mas confortável e bem localizada, chamada Alsos House (http://www.alsoshouse.gr/). Recomendo ela tranquilamente. Os quartos são um pouco apertados, mas tem um bom café da manhã e ambiente familiar. O donos são um casal muito simpático e prestativo, tanto que chegaram a me levar de carro até a estação na volta, mesmo sem eu ter pedido. E outra vantagem é que a pousada fica a poucos passos da trilha para a caminhada em direção aos mosteiros.

A pousada e a impressionante vista dos rochedos ao fundo (a Also’s House é a da direita, onde tem uma bandeirinha no saguão)

Onde comer:

Kalabáka é uma cidade pequena, mas tem bons restaurantes com preços baixos, muitos deles frequentados mais pela população local do que pelos turistas. Então basta caminhar pelo centrinho da cidade e escolher.

Os gregos costumam comer a qualquer hora do dia e passar horas jogando conversa fora nos restaurantes. Portanto, não se preocupe com horários por lá: a qualquer hora do dia vai ter o que comer nos restaurantes.

E aí? Se animou? Se ainda não conhece e pretende conhecer a Grécia, recomendo fortemente incluir Meteora no roteiro, pois você não vai se arrepender!

Puerto Natales: a porta de entrada para Torres del Paine

Se não fosse o famoso parque Torres del Paine (falei dele aqui) talvez a pequena Puerto Natales fosse apenas mais uma bela cidadezinha meio esquecida no interior do Chile e pouco lembrada pelos viajantes.

Parte da cidade vista do pier

Acontece que Puerto Natales é praticamente passagem obrigatória para se chegar ao Parque Torres del Paine, pois na imensidão desabitada da Patagônia chilena ela é a cidade mais próxima do parque, mesmo estando a 145 quilometros!

Algumas distâncias a partir de Puerto Natales

Então este post é um complemento para quem deseja ir a Torres del Paine, já que dificilmente irá até lá sem passar por Puerto Natales.

A cidade é pequena (pouco mais de 19 mil habitantes) e por isso não tenho muito a dizer sobre ela, porém é muito bonita e conta com alguns atrativos naturais, que podem garantir até uns 2 dias de estadia por lá. Na vastidão pouco habitada da Patagônia, porém, Puerto Natales é uma cidade importante.

A cidade em si, não tem grandes atrativos, mas é calma, segura e bem cuidada

Puerto Natales é também o término (ou início, como preferir) da linha marítima proveniente de Puerto Montt, que fica uns 2.000km ao norte. Como o transporte rodoviário é meio complicado no sul do Chile devido ao relevo muito acidentado e cortado por braços de mar, lagos, etc, além da necessidade de cruzar a fronteira com a Argentina mais de uma vez, normalmente a maioria das pessoas opta por chegar a Puerto Natales de barco ou avião.

O legal mesmo na cidade é caminhar sem pressa e observar as ruas e praças e especialmente a margem do canal, que tem uma vista lindíssima.

Um detalhe é que o sol se põe muito tarde nessa região, ao menos em janeiro, quando estive por la. Nessa época o sol costuma se por entre 22:30h e 23:00h! E lá pelas 7:00h da manhã o dia está bem claro. Então a vida na cidade segue esse ritmo: muitos estabelecimentos comerciais fecham bem tarde, mas abrem tarde também, algumas vezes perto do meio dia. E noite adentro as pessoas estão circulando pela cidade, pois ainda tem muita luz até perto das 23:00h.

Essa foto foi tirada às 22hs! Demoooora para anoitecer em Puerto Natales

22:30h no canal e o sol começa a se por…

Uma rua da cidade e o canal ao fundo

Dito isso, segue um breve resumo do que ver e fazer por lá.

Cueva del Milodón: essa é a atração mais conhecida de Puerto Natales. É uma grande caverna que fica a 25 quilômetros da cidade. Lá foram descobertos pele, ossos e outros restos de um animal já extinto, o milodón, um tipo de preguiça gigante que habitava essa região e desapareceu há mais de 10 mil anos. Sinceramente, acabei não visitando esse lugar, pois não fiquei muito tempo na cidade e o objetivo era mesmo ir ao parque Torres del Paine, então não despertou “aquele” interesse na ocasião. Mas pelo que vi depois na internet e programas de TV parece ser interessante. Fico devendo fotos do local, mas se interessar inclua em seu roteiro.

Como não fui à Cueva del Milodón fico devendo uma foto, porém esta estátua na entrada da cidade ilustra o que seria o bichão…

Canal Señoret: Puerto Natales fica às margens desse canal navegável, que na verdade parece um grande lago, de águas muito calmas. É a parte mais bonita da cidade e dá pra passar um bom tempo apenas sentado na margem observando a natureza e as montanhas com neve ao longe. As águas são muitos limpas e, se tiver coragem, é possível entrar nas águas geladas.

O canal no cair da noite

Embarque para Puerto Montt: Puerto Natales está ligada a Puerto Montt, distante 2.000Km rumo ao norte do Chile pelos ferrys da empresa Navimag (https://www.navimag.com/es/ruta-fiordos-patagonicos-puerto-montt-puerto-natales-sur-de-chile). O percurso dura 4 dias e 3 noites costeando as geleiras da Patagônia. Era minha intenção fazer essa viagem, mas meu tempo era curto, por isso tive que optar pelo avião para fazer esse trajeto (decolando de Punta Arenas). Mas ainda pretendo voltar lá e fazer essa viagem de barco.

Um ferry da Navimag em Puerto Natales, recém chegado de Puerto Montt. Não foi desta vez que viajei nele, mas espero um dia ainda poder falar dessa viagem aqui.

Sobre alimentação e hospedagem

Existem vários hostels bem baratos e também alguns hotéis na cidade. Eu fiquei num hostel razoável com preços justos, mas não vou indicá-lo, pois tem muitos por lá, sendo possível reservar via internet ou escolher na hora.

A alimentação no Chile é bem cara. Em Puerto Natales você vai encontrar alguns restaurantes, sempre “a la carte”, mas não espere pagar muito barato. Uma opção mais econômica que eu encontrei não apenas lá, mas em todo o Chile, são sanduíches bem “caprichados” e com preços mais em conta, como o da foto. Normalmente os restaurantes tem um monte de opções de sanduíches em seus cardápios. Fica a dica se quiser economizar um pouco sem comer mal.

Sandubas caprichados são uma boa opção no Chile

 

 

Grécia no inverno vale a pena?

Essa foi a dúvida que me atormentou bastante antes de ir pra lá no inverno. Vou tentar responder de acordo com o meu ponto de vista.

Eu fui para a Grécia em pleno mês de janeiro, ou seja, justamente no ápice do inverno por lá. Janeiro costuma ser o mês mais frio e com mais dias chuvosos.

Teve dias mais frios e de céu nublado, como o dia da chegada em Atenas…

…mas também teve muito céu azul, como no segundo dia, no Partenon

Não sei precisar bem ao certo, mas a média de temperaturas foi algo em torno de uns 8 a 10ºC na maioria do tempo, mas nas horas mais quentes do dia chegava perto de uns 17 a 20°C. Porém, em alguns anos ocorrem invernos mais frios por lá.

Pra mim, que sou do Sul do Brasil, a temperatura não foi nada muito diferente do que costumamos enfrentar nos invernos daqui. Consegui sobreviver usando basicamente calça, camiseta, uma jaqueta não muito grossa e eventualmente uma blusa entre elas. Nas horas mais quentes dava pra ficar de camiseta tranquilamente. Se você está acostumado com temperaturas mais quentes talvez sinta mais dificuldades para se virar no inverno por lá.

Quanto ao clima, também tinha tudo para ser ruim, mas acho que dei sorte, pois a maioria dos dias foi de céu limpo e sol. Outros dias foram nublados, mas sem chuva.

Céu azul e temperatura agradável durante a maior parte deste dia de janeiro em Atenas

Essas duas tabelas ilustram as condições climáticas anuais médias em Atenas e Creta (considere Creta como uma média aproximada para as demais ilhas gregas):

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Vamos aos prós e contras e mais adiante falo melhor sobre cada ponto.

PRÓS:

  • CUSTOS: tudo fica bem mais barato durante a baixa temporada na Grécia. Em Atenas a diferença não é tão grande, já que a cidade não vive apenas de turismo, porém no interior sim, a diferença é bem grande.
  • TRANQUILIDADE: os pontos turísticos estão bem mais vazios no inverno. É possível ver as coisas com calma, sem enfrentar filas, sufoco e aperto.

CONTRAS:

  • CLIMA e TEMPERATURA: esses são os principais pontos a serem considerados, claro. Como já citei no começo, peguei um inverno ameno por lá, mas em outros anos pode ser um pouco mais rigoroso. Neve, porém, é meio raro na maior parte da Grécia.
  • SERVIÇOS REDUZIDOS E LOCAIS FECHADOS: em Atenas a vida segue normalmente no inverno e praticamente tudo funciona como no restante do ano. No interior, porém, as coisas são diferentes. Por conta da baixa procura, muitos hotéis e restaurantes de cidades turísticas fecham e os transportes ficam reduzidos.

Falando um pouco mais sobre os pontos citados acima:

Os custos mais baixos foram a grande vantagem de ir pra Grécia nessa época. Consegui me hospedar em hotéis muito bons com diárias custando menos da metade do valor cobrado na alta temporada! A viagem toda ficou muito mais barata do que se tivesse ido no verão. Calculo que os gastos foram uns 60% do que eu gastaria no verão.

A questão dos transportes precisa ser levada em conta, pois as coisas mudam no inverno. Eu incluí no roteiro duas ilhas bem diferentes e distantes entre si: Rodes e Santorini. O transporte mais usual de Atenas até as ilhas são os ferrys (barcos), mas como Rodes é uma das ilhas mais distantes (588 Km de Atenas) peguei um voo para lá para ganhar tempo. Depois a intenção era pegar um ferry de Rodes a Santorini (300 Km) e de lá outro para voltar a Atenas (mais 300Km). Porém, no inverno as saídas dos ferrys ficam bem reduzidas e quando fui comprar passagens descobri que só haveria ferry para Santorini dali a dois dias (no verão tem diariamente). Pra não detonar com a programação e ficar sem tempo pra conhecer Santorini, fui obrigado a voltar para Atenas de ferry e de lá pegar outro para Santorini. Com isso perdi quase um dia (pra não perder dois esperando em Rodes), fora a canseira de passar tanto tempo nos ferrys…

Já em Meteora existe um ônibus que faz o trajeto entre os mosteiros, que são a grande atração de lá, mas no inverno esse ônibus não circula. Não havia locadora de carros na cidade e fazer o percurso de táxi ficaria bem caro. Acabei fazendo o percurso a pé. Não foi ruim, na verdade até foi bem bacana, pois deu pra curtir bastante a belíssima paisagem, mas foram cerca de 10Km de caminhada! Convém saber disso antes de ir pra lá no inverno…

E ainda sobre o clima: em Atenas faz pouca diferença se é inverno ou verão, pois a cidade é grande e segue o ritmo de sempre. O inverno até tem a vantagem de ter menos pessoas nos pontos turísticos, principalmente na Acrópole.

Mas nas ilhas gregas o clima faz sim, bastante diferença. No inverno as ilhas ficam praticamente vazias e muita coisa fecha. Se no verão elas estão entre os maiores points turísticos da Europa, no inverno mal se vê algum turista por lá. E infelizmente fica impossível curtir as belíssimas praias, pois o mar fica bem gelado. Resta apenas andar pela areia e curtir o visual.

Na deserta praia de Lindos, em Rodes. No inverno isso ferve de turistas… De camiseta, mas não quente o suficiente pra se aventurar na água.

Muitos gregos vivem de uma forma interessante: residem em Atenas ou outras cidades do continente nos meses frios e passam a alta temporada nas ilhas, administrando ou trabalhando como funcionários de restaurantes e hotéis. Mas no inverno eles simplesmente fecham tudo e se mandam. Até mesmo muitos carros eles deixam parados  – muitas vezes estacionados nas ruas – nas ilhas e só voltam a utilizá-los quando retornam na próxima temporada. Então nas ilhas sobra muito pouca coisa em funcionamento e a maioria das pessoas que ficam no inverno são os moradores permanentes.

Por um lado fica tudo um tanto “melancólico”, mas por outro tem alguma vantagem. Por exemplo, em Rodes fiquei num ótimo hotel de frente para a praia e muito bem localizado por uma diária baixíssima, já que não devia estar nem com 20% de sua lotação.

Da janela do hotel dava pra ver essa praia linda em Rodes, porém só meia dúzia de europeus corajosos se aventuraram um pouco no mar, eu não tive coragem de encarar. No verão o espaço na areia é disputado pelos turistas.

Em Santorini igualmente havia poucos turistas e lá o clima incomodou mais, pois estava bem mais frio do que em Atenas e Rodes, já que venta muito na ilha. Também não pude ver o famoso pôr do sol na vila de Óia, pois o dia terminou nublado e com uma leve garoa. Mas Óia estava quase deserta. Se no verão os turistas se apinham disputando lugar, no inverno você mal vê alguém por lá.

Em Óia, Santorini, praticamente deserta. Deu pra tirar a jaqueta em alguns momentos, mas predominou o frio e não teve pôr do sol…

Em Meteora estava talvez até mais frio do que em Santorini, porém não fez tanta diferença por lá, já que o frio até combinou com a paisagem de montanha.

Uma coisa legal é o fato de que os gregos tem um jeito bem tranquilo de levar a vida e adoram passar horas nos cafés conversando, o que combina bem com o inverno. Existem muitos cafés e confeitarias por lá, desde os mais simples até os Starbucks da vida. Então, uma boa pedida no inverno grego é entrar no clima e degustar sem muita pressa um bom café ou outra bebida quente nesses locais.

Concluindo…

Fica difícil tentar dar uma opinião conclusiva sobre o assunto, pois fazer uma viagem para a Grécia no inverno vai depender exclusivamente do seu perfil de viajante e de suas preferências.

Se você não estiver muito interessado em praias, quiser economizar e gostar de tranquilidade, o inverno é uma boa opção. Mas se quiser curtir tudo o que as ilhas gregas tem para oferecer, deixe para ir num mês mais quente.

Eu fui em janeiro por ser o único mês em que consegui férias. Não me arrependi e curti pra caramba a viagem. Mas se eu tiver outra oportunidade de ir para a Grécia quero sim ir numa época mais quente, desta vez exclusivamente para aproveitar melhor as ilhas e talvez alguma outra coisa que não pude ver no interior do continente.

Buraco do Padre, Ponta Grossa-PR: o que é preciso saber

Eis um lugar de beleza surpreendente, acesso muito fácil e nome engraçado…

Apesar de ter morado por 4 anos em Ponta Grossa, vergonhosamente nunca fui até o Buraco do Padre e só fui fazer isso muitos anos depois. Se soubesse como é bonito, teria ido muito antes. Bem, mas finalmente é mais um destino que posso marcar com um “ok” na lista infinita de locais a serem conhecidos…

Pensa num lugar bonito…

O que é?

Se você nunca ouviu falar do local tenho certeza de que está se perguntando do porquê desse nome, digamos, um tanto estranho… Bem, duplos sentido à parte, o nome do local está ligado à história dos padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna (literalmente um imenso buraco na terra, formado pela erosão do solo) que apresenta em seu interior uma cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. É realmente uma formação natural bem interessante e diferente de tudo o que eu já vi. Tá, eu não vi taaanta coisa assim do mundo, mas garanto que é muito bonito!

O acesso é bem tranquilo, pois desde que se tornou uma Unidade de Conservação toda a infraestrutura necessária foi implantada por lá.

Para entrar no local inicialmente é preciso passar por uma portaria, onde se paga o ingresso (R$ 20,00 “inteira” ou R$ 10,00 “meia” em dezembro/2018). Uns 500 metros adiante existe um estacionamento com churrasqueiras, banheiros e um café.

Para acesso à furna a partir do estacionamento é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé. O acesso é fácil, permitindo que cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção cheguem lá, graças a rampas e pontes de madeira. Não é um passeio no shopping, mas quase, de tão fácil que é.

É possível tomar banho na rasa piscina natural que se forma lá dentro, mas a água que cai da cachoeira é gelada, sensação que se torna mais forte devido ao fato de que o sol quase não penetra na furna.

Não é muito fácil obter boas fotos do local devido às suas características e pouca luminosidade
O acesso é através de passarelas de madeira, muito tranquilo

Como chegar

O Buraco do Padre fica na Região de Itaiacoca e é uma Unidade de Conservação (acho que eu já disse isso), não sendo permitido acampar por lá (isso eu não disse, por isso a frase repetitiva). 

O jeito mais fácil de chegar é de carro (ou moto, caminhão, scooter… ah, você entendeu), mas caso você esteja sem um veículo é possível ir com excursões ou até mesmo de Uber. Até mesmo uma pedalada pra lá é bacana, dependendo do seu tempo e disposição.

Para quem vem pela BR-376 (Rodovia do Café) no sentido Curitiba-Ponta Grossa é possível desviar o centro de Ponta Grossa indo pela Rodovia do Talco. O acesso fica à direita entre as fábricas da Makita e Cargill, no bairro Cara-Cará, poucos quilometros antes da entrada da cidade (trajeto em violeta). Uns 10Km depois se chega na PR-513, que é asfaltada, onde você vai entrar à direita, percorrendo mais 5,3Km por ela (azul claro). Fique atento à sinalização, pois numa curva entra-se à direta numa estrada de terra (azul escuro). Aí serão aproximadamente mais 6Km até o Buraco do Padre.

Tanto a Rodovia do Talco quanto a estradinha do acesso final ao Buraco do Padre não são pavimentadas, porém estão em boas condições. Caso esteja com um carro baixo e queira evitar muitos quilometros de estradas de terra, a opção é atravessar a cidade de Ponta Grossa deixando a Rodovia do Talco de fora, porém a volta será bem grande.

Pra quem vem de dentro da cidade de Ponta Grossa: segue-se para o bairro Uvaranas sempre pela Av. Carlos Cavalcanti. Após o Campus Uvaranas da UEPG deve-se percorrer 16 km pela PR-513 (amarelo e azul claro) até chegar na entrada (azul escuro) já citada acima.

Fenda da Freira

Ok, quem deu esses nomes aos locais realmente parece que estava de zoeira… Mas realmente próximo ao Buraco do Padre existe também a Fenda da Freira para se ver! Aliás, este é o post dos nomes estranhos… Ponta Grossa, Cara-Cará, Rodovia do Talco… E por fim a Fenda da Freira…

O acesso é por uma trilha curta, mais íngreme e sem nenhuma estrutura, diferente da que leva ao Buraco do Padre. É preciso levar equipamento de escalada, cordas e botas com grampos. Mentira, não precisa de nada não, é bem fácil e não levei mais do que uns 15 minutos para chegar na fenda que é, como o nome diz, uma “rachadura” entre dois paredões de pedra que avança vários metros morro adentro. E ainda fui com roupas bem inadequadas para andar em trilhas. Destaque para a vista muito bonita que se tem do alto do morro.

Vista do alto do morro, no caminho para a Fenda da Freira

Sorry, acabei esquecendo de fotografar a fenda, pra ver como é dá um olhada no Google aí…

Algumas placas dizem que a trilha é perigosa para crianças, etc. Mas não acho que seja, desde que não sejam muito pequenos e estejam sob a vigilância dos pais.

Veja o buraco de cima

É possível também ver por cima o Buraco do Padre. Se chega lá por uma trilha curta, que é uma ramificação da trilha que leva até a fenda da freira. É pouco sinalizada essa trilha e meio difícil de explicar como encontrá-la, mas estando lá você acabará achando. Acredito que pelo fato de que o alto do Buraco do Padre é um local meio perigoso a administração do parque não divulga muito.

Foi mal, mas também vou ficar devendo uma foto dessa parte… Estava numa vibe mais de explorar o local e acabei deixando de fotografar.

Bem próximo desse ponto tem também a “Toca do Morcego”, uma cachoeirinha bem simpática com uma pequena piscina natural excelente para um banho. Tem uma placa lá indicando onde fica.

A “Toca do Morcego”

Bom, acho que isso é o essencial que tenho a dizer sobre o lugar. Informações bem completas sobre valores de entrada, horários, etc estão disponíveis neste link:

http://www.pontagrossa.pr.gov.br/buraco-do-padre#slide-3-field_image-6706

Ahh… próximo de lá existe a Cachoeira da Mariquinha (claro que tinha que ter um nome meio “estranho”), vou falar dela em um próximo post.

Torres del Paine: como é a caminhada até as torres de pedra

Chega a ser surpreendente que o fantástico Parque Torres del Paine no Chile não seja um destino tão conhecido pelos brasileiros, pois além de ser imenso, com uma área de aproximadamente 242.000 hectares, tem paisagens de tirar o fôlego.

Dentro dessa imensa área se encontra a cadeia montanhosa Del Paine, com as famosas Torres del Paine que dão nome ao local, além de uma grande quantidade de lagos, rios, cascatas e glaciares. Um mais lindo que o outro, diga-se de passagem.

Localizado na Patagônia chilena, existe como parque desde o final da década de 1950 e foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978.

O parque é tão grande e tem tantas atrações que o ideal para conhecê-lo é acampar por alguns dias por lá e a cada dia fazer um trajeto diferente. Para isso existe alguma estrutura lá dentro e todos os equipamentos podem ser alugados na cidade de Puerto Natalaes.

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Vista da trilha que segue para as torres de pedra

Existem circuitos de trilhas tão grandes que levam vários dias para serem completados. O circuito “W” leva aproximandamente 4 dias e são 76,1 Km. Já o circuito “O” leva em torno de 7 dias e são 93,2Km! Ou seja, são circuitos para quem está realmente disposto a passar vários dias acampando e caminhando dentro do parque. O nome desses circuitos se deve aos trajetos, que se assemelham a um W ou O se vistos do alto.

Aqui tem bastante informação a respeito dos acampamentos e refúgios que existem dentro do parque, as comodidades que cada um oferece e os custos para quem deseja passar alguns dias por lá:

http://www.wikiexplora.com/Parque_Nacional_Torres_del_Paine#Distancias_adentro_del_Parque

Mas para quem não tem tempo (como era o meu caso) ou disposição para isso, existe uma opção bem bacana que é fazer a trilha até as famosas torres de pedra, o coração do parque, ou seja:

Um “trekking day” em Torres del Paine

A trilha não chega a ser pesada, mas exige algum preparo pelo menos, pois são no mínimo 8 horas entre ir e voltar desde a recepção do parque até a base das torres. Eu classificaria como nível de dificuldade mediano, mas se você estiver há muito tempo sem atividade física pode sofrer um pouco.

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Pontes ao longo da trilha. Ao fundo um alojamento

Como chegar em Torres del Paine

Uma coisa interessante é o isolamento do parque, o que é bem bacana por sinal, pois ajuda a preservá-lo. A cidade mais próxima é Puerto Natales e mesmo assim ela está a 112km da entrada do parque!

Puerto Natales é o principal ponto de entrada para os visitantes do parque e também o término da linha marítima proveniente de Puerto Montt, que fica uns 2.000Km ao norte. É uma cidadezinha bem pequena, mas bastante charmosa. A maioria dos turistas que não acampam no parque se hospedam por lá, ou ao menos passam por lá antes de se dirigir ao parque.

De Puerto Natales a Torres del Paine

Existem ônibus e vans que partem de Puerto Natales bem cedo rumo ao parque e retornam no final da tarde. Eles costumam buscar os passageiros onde estão hospedados, então basta contratar o serviço nas recepções dos hostels e hotéis no dia anterior.

O trajeto leva pelo menos uma hora e meia.

Dentro do parque

Chegando na recepção do parque é possível pegar uma van (que é paga à parte) do próprio parque e avançar alguns quilometros até o verdadeiro início da trilha ou seguir a pé até lá. Acho a opção da van melhor, pois não tem nada interessante pra se ver nesse trajeto inicial, é uma simples estrada plana e sem atrativos. Não compensa caminhar esse trecho e já chegar cansado na trilha.

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Quase no centro da foto, meio escondido entre as nuvens, o objetivo da caminhada: as 3 torres de pedra vistas da entrada do parque.

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Estacionamento na recepção do parque

Nesse ponto onde a trilha realmente começa existe um hotel com uma boa infraestrutura, que imagino não ser nada barato. Mas é uma opção de hospedagem dentro do parque, dependendo do seu perfil de viajante ou se pretende ir com família.

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Cabanas do hotel que existe dentro do parque, logo no começo da trilha

A trilha

Existem várias opções de trilhas mais curtas, mas para um trekking day com certeza a opção mais legal é ir até a base das torres.

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Um trecho da trilha para as torres

A trilha em si não tem pontos difíceis com escalada ou algo do gênero. Tanto que vi pessoas de várias idades percorrendo o caminho. Também não tem uma variação de altitude muito grande. Ela é apenas bem extensa (como já citei leva umas 4 horas do inicío até as torres), mas tem muitas paisagens fantásticas ao longo do caminho, o que torna a caminhada sempre muito interessante.

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Belas paisagens não faltam durante o percurso

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Mesmo no verão é possível ver neve eterna em alguns pontos mais altos

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Com alguma sorte é possível ver os enormes condores sobrevoando as montanhas

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Na trilha…

A parte mais difícil da trilha é apenas no final, quando é necessário avançar subindo por um monte de pedras totalmente irregulares, sendo que ali não existe uma trilha propriamente dita, apenas marcações que indicam para onde seguir. O legal é que quando se chega nesse ponto e só se vê um monte de pedras a sensação é de “puxa, mas andei tanto e agora só tem isso?”. E aí, logo que se vence as pedras, você dá de cara com um visual surpreendente, realmente de tirar o fôlego, daqueles que te deixam alguns segundos sem saber o que dizer! Esse é o ponto chamado de “Mirador Las Torres”, onde termina a trilha e se tem uma vista fantástica de um belo lago encravado num vale e as três torres de pedra ao fundo. É o tipo do lugar onde se precisa estar para entender e sentir, pois palavras e fotos não são suficientes descrever sua beleza!

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A parte sem trilha, onde se avança pelas pedras. Esses marcos laranjas indicam o caminho

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E finalmente, as Torres del Paine! Olhando assim isso parece pequeno, mas não se engane, caberia um navio nesse lago

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Depois de tanto esforço, a hora de relaxar, descansar e curtir a vista. Sempre tem mais gente nesse lugar, mas é amplo o suficiente para achar um cantinho e aproveitar o momento em paz…

É importante saber!

É importante não esquecer de levar comida e água, pois dentro do parque as opções são limitadíssimas ou até mesmo você não encontrará nada para comprar! Como é quase certo que você virá de Puerto Natales, então compre tudo por lá.

E, lógico, use roupas adequadas para trilha.

Quanto às temperaturas, a melhor época para ir é o verão, pois os invernos constumam ser gelados por lá. Eis uma tabela de temperaturas médias no parque

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov  Dez
Média (°C) 10.3 10.4 8.9 6.9 4.3 2.1 1.9 3.2 5.2 6.9 8.8    9.7
Máxima (°C) 14.5 13.8 12.6 11.1 10.2 7.3 7.9 6.7 7.4 9.4 11.5  13.2
Mínima (°C) 3.2 2.9 2.9 0.6 0.3 -1.5 -2.3 0.5 2.4 2.8 3.0     3.2

Ah, eu falei da caminhada até as torres, mas existem outros pontos fantásticos do parque que tem mais infraestrutura e acesso descomplicado, podendo ser conhecidos facilmente através de tours que partem de Puertos Natales. Você pode reservar um dia para a caminhada e outro para um tour desses.

Curaçao ou Aruba: qual ilha escolher?

Eu até poderia começar o texto logo com um spoiler, mas vamos escrever um pouco antes de dar um parecer…

Curaçao e Aruba são duas ilhas caribenhas muito próximas, porém com algumas características diferentes.

Uma grande vantagem de ambas as ilhas é o fato de estarem longe da rota de furacões e, portanto, são bem tranquilas de serem visitadas no segundo semestre do ano, a época da temporada de furacões no Caribe.

As duas ilhas foram colonizadas pelos holandeses e fizeram parte das antigas Antilhas Holandesas. Hoje integram o Reino dos Países Baixos, sendo Curaçao independente e Aruba considerada um território autônomo. Na prática isso significa que as ilhas são consideradas independentes, mas continuam tendo uma estreita ligação com a Holanda, que não as governa diretamente, mas aprova governadores e mantém muitos serviços e instituições.

Uma coisa é certa: as duas ilhas tem uma intensa exploração turística. Mesmo tendo praias tranquilas afastadas das cidades, ainda assim são um destino bem ao estilo “turistão”. Se você procura coisas como aventura, hospedagem barata, fazer trilhas pela mata e coisas do tipo, lá não é o melhor lugar. Existem outras ilhas do Caribe não tão exploradas comerciamente e bem mais indicadas pra esse perfil.

As principais diferenças

A capital de Curaçao, Willemstad, é um capítulo à parte, pois é a grande atração da ilha, além das praias, claro. Suas coloridas casinhas holandesas, as ruas estreitas e muito limpas, a ponte móvel que faz a ligação entre suas duas partes… Tudo isso faz Willemstad ser um lugar muito especial e pitoresco.

As casas holandesas e ruas estreitas no centro de Willemstad

Observar o pôr do do sol e avançar noite adentro tomando um drink ou suco nas mesinhas à beira mar no centro de Willemstad não tem preço. (na verdade tem, e não é barato, mas vale cada centavo 😉 )

Agora vamos dar um pulo em Aruba. A capital, Oranjestad, é bem diferente de Willemstad. A maioria das construções são modernas, as ruas são mais largas e com várias lojas de grifes famosas, shoppings e cassinos. Mas isso não quer dizer que seja muito grande, na verdade o centro é bem pequeno. Apesar de algumas referências à arquitetura holandesa, é uma cidade bastante “americanizada”. É bonita, colorida e limpa, mas não tem o charme de Willemstad. Isso se dá porque, apesar da cidade ser praticamente tão antiga quanto Willemstad, as duas não se desenvolveram da mesma forma, tendo Oranjestad crescido mais tarde, já sob forte influência do turismo. A uns 3 ou 4 Km do centro ficam as zonas hoteleiras de Palm Beach e Eagle Beach, que são mais modernas que o centro e bem agitadas.

O centrinho de Oranjestad até tenta manter um pouco do estilo das construções holandesas, mas não passa muito disso… Esse shopping é de construção recente e cheio de lojas de griffe…

Por outro lado, existem ótimas praias dentro do perímetro urbano de Oranjestad, coisa que não acontece em Curaçao, onde as praias estão distantes de Willemstad.

Esta praia está a poucos metros do centro de Oranjestad, coisa que não existe em Willemstad

Eu fiquei com a sensação de que Aruba tem mais praias que Curaçao, mas talvez seja pelo fato de que elas são mais fáceis de ir do que as de Curaçao. Ah, outra coisa: muitas praias de Curaçao são pagas, e não vi isso nas de Aruba.

Locomoção

Em ambas as ilhas a locação de um carro é uma boa pedida, pois facilita muito as coisas. Dá pra usar apenas o transporte público, táxis e tours, mas além de se perder bastante tempo com deslocamentos, o gasto poderá ser até maior do que com carro alugado, pois os taxis são bem caros por lá e às vezes não há outra opção, já que os ônibus urbanos são bons, mas não muito numerosos e tem horários meio complicados. Perder de 40 minutos a mais de 1 hora esperando ônibus em plenas férias e sabendo que praias lindas lhe esperam é meio desanimador… Sem contar as caminhadas sob um sol de rachar…

Em Aruba, se você ficar hospedado em Oranjestad, seja na área central ou em Palm Beach e Eagle Beach, fica fácil ir para as praias próximas a pé, além de ter tudo o que é necessário por perto. Além do mais, Aruba tem uma linha de ônibus que circula pelo centro de Oranjestad e zona hoteleira. A passagem custa US$ 2,50.

Esses bondes turísticos percorrem o centro de Oranjestad. A passagem é free, mas andam tão devagar que é possível ir bem mais rápido a pé. São réplicas de bondes antigos, por isso não existe fiação elétrica.

Como Aruba é menor, é possível percorrer a ilha de ponta a ponta em cerca de uma hora (de carro), mas ainda assim, tem várias praias muito boas onde não se consegue chegar com o transporte público.

A belíssima Eagle Beach fica na zona hoteleira de Aruba (distante uns 4 ou 5Km do centro de Oranjestad) e em 2017 foi eleita a terceira melhor praia do mundo pelo Tripadvisor

Já em Curaçao isso é bem mais complicado, pois como já citei, não há boas praias em Willemstad. Se ficar hospedado nas regiões onde estão as praias você ficará distante das opções de comércio, restaurantes e diversão, que estão concentradas na capital da ilha.

Mas as praias de Curaçao não ficam atrás, como a deslumbante Kenepa Grandi…

Em Curaçao as vans são mais usadas que os ônibus e param em uma pequeno terminal no centro de Willemstad, mas servem mais para os moradores locais que para os turistas, por esse motivo elas não vão até as praias distantes da capital e sim para as zonas mais habitadas.

No quesito locomoção Aruba ganha.

Atividades

Além de curtir as praias, ambas as ilhas são ótimas para praticar snorkel. Em qualquer lugar, até mesmo em praias movimentadas, existe uma quantidade incrível de vida marinha a poucos metros da areia.

Repare na baixíssima profundidade. Praticamente em qualquer praia tanto de Curaçao quanto Aruba basta colocar a cabeça dentro d’água pra se deparar com essa riqueza de vida marinha

Esta foto é em Aruba. Ir para essas ilhas e não praticar snorkel é como ir pra Paris e não ver a Torre Eiffel

Mergulho também é uma atividade legal de praticar por lá. Existem muitas opções de locais para iniciantes ou veteranos.

Curaçao oferece mais opções culturais, já que Willemstad é uma cidade histórica, com alguns museus, exposições, prédios antigos, etc. Aruba tem outro estilo: Oranjestad é uma cidade mais moderna e que evoca mais as compras e o consumismo. Mas ambas são equivalentes em termos de opções gastronômicas.

Custos, hospedagem, etc

Não tem como escapar: Curaçao e Aruba não são destinos baratos. A alimentação principalmente é o que mais pesa no bolso por lá. É impossível almoçar e jantar razoavelmente gastando menos que uns 60 reais por refeição. Isso para uma refeição bem simples. E quanto mais o dólar sobe, mais nós brasileiros sofremos… Uma opção é comprar comida e bebida nos supermercados, o que sai mais em conta, porém produtos perecíveis, como verduras, carnes e vegetais sempre serão caros, já que não são produzidos nas ilhas.

Quanto à hospedagem, hostels e albergues por lá praticamente não existem. Há algumas poucas opções mais baratas de locação de quartos, casas e apartamentos pelo AirBnb, mas a maioria não é bem localizada. Então não adianta querer fugir muito: são destinos para se hospedar em hotéis ou resorts.

Aruba tem uma rede hoteleira mais sofisticada que Curaçao, com bem mais opções.

Em ambas as ilhas o dólar e euro são aceitos e usados (o dólar bem mais), mas elas também tem moedas próprias e não se pode usar o dinheiro de Curaçao em Aruba e vice-versa. As moedas próprias acabam sendo usadas mais como troco e para pagar coisas mais baratas, como ônibus e vans por exemplo.

Quanto tempo ficar?

Acho que uns 4 ou 5 dias pelo menos em qualquer uma das ilhas para conhecer bem e sem correria. Lembrando que – apesar de toda a beleza natural – estadias muito longas por lá podem se tornar meio tediosas, pois não há tantas atrações devido ao tamanho das ilhas. Sim, até mesmo o paraíso pode ser meio chato…

Então qual devo escolher?

Bom, minha conclusão é: já que vai viajar mesmo, tente dividir seu tempo e conhecer as duas ilhas! As duas são muito bonitas, não muito grandes, tem suas características próprias e são míseros 35 minutos de voo que as separam. Os gastos também serão semelhantes nas duas. Essa conclusão seria o spoiler que eu citei no início, mas se eu dissesse antes niguém leria o texto…

A menos que seu tempo seja realmente muito curto e seja impossível visitar as duas ilhas, acho que vale a pena fazer um planejamento incluindo tanto Curaçao quanto Aruba. E mais: se ainda puder dispor de uns dois dias livres tente incluir Bonaire no roteiro, destino sobre o qual eu já falei aqui.

Eu visitei as 3 ilhas em 14 dias, mas uns 12 já seria o ideal pra ver tudo com calma, divididos mais ou menos assim: 5 dias em Aruba, 5 em Curaçao e 2 em Bonaire.

E se só puder escolher entre uma delas, considere bem os pontos que citei acima e veja o que lhe agrada mais!

 

 

 

Trilha do Morro Pão de Ló: tudo o que você precisa saber

Procurando uma trilha de dificuldade baixa a média perto de Curitiba? A subida do Morro Pão de Ló é uma ótima pedida!

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Vista do alto do morro em direção à Serra do Mar

O morro fica no município de Quatro Barras, no início da Serra do Mar paranaense. Está bem próximo do Morro do Anhangava e do lado direito do Caminho do Itupava.

Com 1.300 metros de altitude tem um vista fantástica, ocupando uma posição privilegiada, de onde se avista a capital, as baias de Paranaguá e Antonina, o Complexo Marumbi e o Morro Anhangava.

O morro recebeu o nome de Pão de Ló (ou Loth como era originalmente) por se parecer com um tradicional bolo português. Foi um ponto de parada dos tropeiros que vinham do litoral pelo Caminho do Itupava e paravam na gruta aos pés do morro para dar de beber aos animais.

O nome do morro surge oficialmente em documentos datados de 1791.

Como chegar:

A caminhada começa no posto do IAP, em Borda do Campo, no início do Caminho do Itupava. Para chegar lá a partir de Curitiba pode-se ir de carro ou utilizando o transporte público.

Se for de carro existe estacionamento no local ao custo de R$ 15,00 o período (em março de 2018).

De ônibus é bem simples. É preciso pegar um dos metropolitanos que saem do terminal do Guadalupe em Curitiba até o terminal de Quatro Barras e de lá pegar outro, cujo ponto final fica a poucos metros do posto do IAP.

A trilha

A trilha para o morro é bem tranquila. Você vai seguir uns 2,5 Km pelo Caminho do Itupava, onde tem algumas subidas longas, mas nada difícil. O Morro Pão de Ló aparece à direita do caminho e é fácil identificá-lo, devido ao formato característico. Assim que ver o morro fique atento ao lado direito da trilha, pois alguns metros adiante haverá uma bifurcação à direita que é a trilha para a subida do morro. É fácil de identificar, pois é a única trilha bastante utilizada por ali, ou seja, está bem “batida”.

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O Morro do Pão de Ló visto a partir do caminho do Itupava

A partir daí é subida, mas nada muito pesado. Apenas em uma parte do trecho existem uns três degraus ou grampos de metal numa rocha para subir, porém é bem tranquilo.

Existe uma cachoeira bem próxima ao Caminho do Itupava (trajeto indicado em amarelo na foto) que vale a pena aproveitar para visitar. Não é muito grande, mas bem simpática. O mais interessante é deixar pra ver ela na volta, aproveitando o lugar para descansar.

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Mapa com o caminho aproximado para se chegar ao pico do Morro Pão de Ló. O traçado amarelo conduz à cachoeira.

Não esqueça de levar água, algo pra comer, ir com roupas apropriadas, etc. Ou seja, o normal para fazer trilhas. E aí é só curtir o visual lá do alto!

Ilhas gregas: como escolher?

A Grécia tem mais de 6000 ilhas e ilhotas, sendo 227 habitadas e 78 que possuem mais de 100 habitantes.

E como escolher para a qual ou quais ilhas ir numa viagem curta? Bem complicado, mas vou passar minhas impressões sobre o assunto, já que essa foi uma decisão difícil quando fui para a Grécia, mas acho que fiz a escolha certa.

Eu tinha apenas 12 dias para a explorar o que fosse possível da Grécia sem muita correria, sendo que 6 dias foram reservados para Atenas e Meteora, restando portanto 6 dias para as ilhas. Como era pouco tempo, resolvi que escolheria duas delas. Ok, mas quais?

Pesquisando descobri que as ilhas gregas se dividem basicamente em 6 conjuntos de arquipélagos com características bem distintas:

  • Ilhas Sarônicas
  • Espórades Setentrionais
  • Jônicas
  • Dodecaneso
  • Cíclades
  • Outras ilhas do Mar Egeu

Bom, diante disso, decidi escolher duas ilhas que fossem de arquipélagos diferentes e sobretudo que tivessem características muito diferentes entre si.

Aí foram pesando na escolha as mais famosas. Numa primeira peneirada sobraram: Santorini, Creta, Rodes, Mikonos e Delos. A única certeza que eu  tinha é que queria conhecer Santorini, mas ainda precisava tirar outras três da lista.

Santorini, além da beleza natural, é uma ilha vulcânica e pode-se dizer que teve uma colonização mais recente, já que é essencialmente o que restou depois de uma gigantesca erupção que destruiu os primeiros assentamentos humanos que existiam na antiga ilha e que criou a cadeia geológica atual. Santorini faz parte do conjunto das Cíclades.

Santorini era uma certeza no roteiro e valeu muito a pena

Bom, o que eu sabia é que a outra ilha teria que ser de outro arquipélago e ser bem diferente. Nesse ponto Mikonos (também das Cíclades) caiu fora da lista. Delos é diferente das demais, mas também pertence às Cíclades, então resolvi riscá-la também.

E assim escolhi Rodes, que fica no conjunto do Dodecaneso, distante das Cíclades e com ilhas de colonização bem antiga. Pesou na decisão justamente o contexto histórico e a oportunidade de conhecer o local onde existiu uma das 7 maravilhas da antiguidade: o colosso de Rodes.

Rodes também foi uma ótima escolha, tanto pelo contexto histórico…

…quanto pelas belas praias, como a fantástica Lindos no interior da ilha.

Como citei no começo, foram ótimas escolhas dentro do tempo que eu tinha. Se você está em dúvida entre quais ilhas escolher, eu acho válido usar esse mesmo critério: veja as características de cada uma e escolha ilhas de conjuntos diferentes para aproveitar ao máximo e não acabar indo em ilhas muito parecidas entre si.

Em posts específicos falarei sobre o que achei de cada ilha.

Grécia: roteiro bacana de 12 dias

Quando fui para a Grécia eu dividi metade da viagem com a Turquia e o meu medo era que os apenas 12 dias reservados para a Grécia fossem insuficientes para ver as coisas mais interessantes do país.

Mas o roterio acabou sendo perfeito, daqueles que dá vontade de compartilhar.

Claro que para conhecer a fundo o país precisaria de muito mais tempo, pois há muito o que ver por lá. Só nas ilhas gregas daria pra passar um ano visitando uma por dia, já que são 227 habitadas, fora as inabitadas… Porém, penso que esse roteiro foi legal pra ver o essencial do país, pois consegui visitar sem correria quatro locais bem diferentes e bem distantes entre si:

  • Atenas
  • Duas ilhas: Santorini e Rodes, mas o roteiro pode ser adaptado para outras
  • Meteora

O roteiro ficou assim:

1º ao 3º dia: Atenas.

4º ao 6º dia: Rodes. O meio mais comum para se ir de Atenas às ilhas gregas são os ferrys, que partem todos os dias do porto de Pireu. Porém Rodes é uma das ilhas mais distantes, estando mais próxima da Turquia, e por isso optei por ir de avião e não perder tempo, pois de ferry seriam 15 horas, contra apenas 30 minutos de voo.

7º ao 9º dia: Santorini. A ligação entre Rodes a Santorini é feita por ferrys, mas consulte os horários com antecedência. No inverno a frequencia diminui e precisei retornar a Atenas e tomar outro barco para Santorini, perdendo bastante tempo.

10º ao 11º dia: Meteora. Esse é um dos lugares mais fantásticos da Grécia, embora muitos brasileiros não saibam e o deixem fora do roteiro. Ir a Meteora é muito fácil, pois existem trens diretos desde Atenas até a cidade de Kalambaca (onde fica Meteora). O preço varia entre 15 e 20 euros por trajeto e o tempo de viagem é de pouco mais de 4:30 horas. O trem sai cedo da estação de Larissis (Atenas) e retorna de Kalambaca às 17:36 horas.

12º dia: Eu segui para a Turquia, mas esse seria o dia de retorno provavelmente à Atenas para quem vai voltar ao Brasil.